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Medieval II: Total War Editora: Sega Produtora: Creative Assembly Gênero: Estratégia Lançamento: 13 de Novembro de 2007 Classificação ESRB: Teen |
Medieval II: Total War
Nota: 9.3 | Review por André Monsev
Introdução
No final de 2006, o novo jogo da série “Total War”, da Creative Assembly, estava sendo lançado. Se tratava de uma segunda versão do Medieval: Total War, denominada por Medieval 2: Total War. Ele seria encarregado, portanto, de continuar com o bom trabalho que a empresa havia feito no desenvolvimento de Rome: Total War – um jogo até hoje muito apreciado mundo afora e, com certeza, uma revolução para a época em que foi lançado, o que causou uma grande expectativa em torno do M2:TW.
Jogabilidade não muito modificada
Não se pode dizer que Medieval 2: Total War apresente uma jogabilidade muito diferenciada dos títulos anteriores da série da Creative – muito pelo contrário – os que já conhecíam Rome: Total War não terão problemas com os comandos, funções e menus do jogo. Para os iniciantes é necessário, como tem todos os outros jogos da série, realizar tutorial do jogo a fim de evitar surpresas desagradáveis no futuro como “não sabia que isso podia” e também aconselho a deixar a opção de dicas habilitada. Depois, com o tempo e a prática, o jogador se sentirá mais à vontade e poderá então desabilitar as dicas e até aumentar os níveis de dificuldade (aliás, deverá aumentar, assim que começar a ficar meio fácil). Digamos que o nível médio de dificuldade, por exemplo, poderia ser um bocado mais desafiador. De qualquer forma, a mesma jogabilidade que apareceu e agradou à todos no RTW, com certeza agradará novamente em M2TW.
Fatos históricos, mas nem sempre extremamente precisos
Para complementar e colocar o jogador totalmente dentro do período da idade média, o jogo apresenta fatos históricos dos mais variados tipos: comidas, geografia, astrologia, tecnologia. Podemos nos deparar com novidades como o surgimento de armas que utilizam pólvora, ou com o descobrimento das américas. Consequentemente doenças como a peste bubônica (também conhecida como peste negra), estão presentes. Existem alguns “equívocos” em determinados termos históricos. Coisas como o nome dos impérios/países, que estão denominados como conhecemos hoje em dia mas com a intenção, óbviamente, de deixar o jogo mais “amplo” e entendível para todos. Mas são apenas detalhes, nada que estragará qualquer momento de jogatina.
Interação total
O jogador toma partida de tudo, tudo mesmo. Concorre com seus cardiais para se tornar o Papa, faz cruzadas – ou, pelo “outro lado” da história, jihads -, dentre outras possibilidades. Que tal, por exemplo, resolver metade de problemas – e ao mesmo tempo até criar outros – assassinando alguém? Ou então partir para a diplomacia e, ao invés de utilizar um assassino, utilizar um diplomata. Mas, pode agir sem nem perceberem, e mandar um espião. São diversas opções para o jogador seguir e escolher, diversas estratégias distintas que, quem jogou já a série, já deve conhecer. Os movimentos são por turnos no mapa de, digamos, “diplomacia” e, no de guerra, a ação passa a ser feita em tempo real. Infelizmente, não temos batalhas em tempo real no mar, apenas na terra.
Gráficos
Mesmo já fazendo anos do lançamento desse jogo, os gráficos continuam agradáveis. Claro que, com isso, é necessário ter um bom equipamento para rodar o jogo de maneira primordial, afinal, carregar exércitos na tela do PC, com gráficos tão bem feitos, necessita de muito processamento e memória RAM. Coisas novas bastante interessantes, são, por exemplo, “vídeozinhos” (ou cutscenes) presentes no jogo. Quando você manda um espião para se infiltrar numa cidade, por exemplo, dá para acompanhar através de um pequeno vídeo o agente tentando entrar no castelo e ver se ele obteve sucesso ou não. Além disso, as “skins” dos soldados sofreram uma mudança significativa e bastante bem-vinda, o jogador não tem mais 300 arqueiros-gêmeos. Agora tem uma pequena variedade de skins, dando uma impressão de mais realismo e dando mais vida àqueles “bonequinhos” na tela do computador. As batalhas, além do mais apresentam diversos movimentos dos soldados, vários golpes, deixando um ar bastante cinematográfico. Ou seja, realmente não pode haver nenhuma reclamação por conta dos gráficos, nem dos modelos e nem das animações. Tudo bem trabalhado, variado e, principalmente, bem executado.
E a ação, pô?!
Então você está administrando seu reino e surge a ameaça de um ataque. Aí, é nesse momento que você veste sua roupa de general e mostra se só é bom pra recrutar soldados mesmo, ou se sabe verdadeiramente como administrá-los no campo de batalha.
Diferentemente de diversos outros jogos de estratégia, o grande enfoque da série Total War é fazer com que o jogador, para alcançar o sucesso, seja capaz de aliar duas habilidades: contratar tropas, mas saber como gerenciar estratégicamente elas na hora da batalha. Não basta recrutar, se você não saberá utilizar de maneira inteligente no campo de batalha, e esse é o diferencial, pra mim, mais emocionante do jogo.
A jogabilidade do jogo para as batalhas é toda voltada para ser funcional, ou seja, não há uma “burocracia” para se jogar. Tem diversos controles intuitivos e nada fica escondido, não tem desculpa de “não consegui ver onde mandava parar”, tá tudo ali, alto e claro.
A necessidade de se usar estratégia ficou muito bem planejada no jogo pois, uma vez que uma jogada é equivocada, seja ela um movimento de uma tropa, isso pode lhe custar a batalha. Ou seja, se você está em vantagem perante seu inimigo, e resolve mover seus arqueiros para uma posição que acaba não sendo favorável, a ponto deles ficarem desprotegidos e serem atacados pela cavalaria inimiga, isso lhe trará grandes problemas mesmo. Portanto, quando chega o momento da batalha, não se engane e não venha a pensar que, só porque é um jogo que beira o realismo em diversos momentos, que ele não terá ação: ele tem, e muita.
Sons
A trilha sonora é agradável, com músicas bem medievais o que ajuda ao jogador a “mergulhar” e viver um pouco a idade média. Efeitos de gritos, batalhas, armas, portões, falas, tudo muito bem trabalhado. Inclusive, uma novidade do Medieval 2 sobre o Rome é, por exemplo, escutar as falas dos personagens na tela de turnos, ou seja, quando você, por exemplo, manda seu diplomata falar com alguém de outro império pode-se ouvir em inglês (porém com sotaque da região) ele dar boas vindas ao seu diplomata. É claro, um mero detalhe mas, ainda sim, um acréscimo.
Voltando para o século 21
Medieval 2: Total War é um jogo que honra o nome da série. Não melhor, mas tão bom quanto o Rome: Total War. Deve ser pelo menos experimentado pelos que gostam de estratégia. Consiste em uma campanha longa, o que torna o jogo bastante duradouro, compensando o fraquíssimo modo multiplayer que, infelizmente, ainda se resume à apenas batalhas em tempo real. No entanto, a comunidade online é bastante ativa no sentido de desenvolver diversas modificações de qualidade elevadíssima, o que permite com que o jogo se torne desde um SIMULADOR de reino, até mesmo um jogo da série Total War voltado para o mundo do Senhor dos Anéis, a Terra Média.
Com gráficos bonitos, interface agradável e ambiente totalmente medieval, o jogo levará qualquer jogador – dos mais sonhadores até os que não adentram nem direito em filmes – ao fantástico e conturbado período medieval.
