Resident Evil 5

Resident Evil 5
Nota: 8.5
Editora: Capcom
Produtora: Capcom
Gênero: Acção
Lançamento: 18 Setembro 2009

Review por Expansion Pack

A quarta edição de uma das melhores franquias dos videogames resolveu investir mais pesado na ação rápida, porém tensa, e por consequência diminuir a sensação de solidão e medo dos clássicos antecessores. Apesar de criticado por alguns por mudar o foco da história e jogabilidade, Resident Evil 4 foi um sucesso de vendas.
Isso, anos mais tarde, originou então para as plataformas da nova geração Resident Evil 5. Mas no que exatamente este novo título investiu? Leia a análise para descobrir.

História
Resident Evil já se passou em mansões, em cidades, em vilas cercadas por florestas sombrias e até em castelos mediavais. Claro que estes sempre com tons obscuros para combinar com a temática do jogo. Porém dessa vez teremos menos presença desses tipos de cenários, afinal não estamos em algum país da Espanha ou Estados Unidos; estamos na ensolarada África.

Nosso protagonista se chama Chris Redfield, e sua missão é eliminar toda e qualquer ameaça infectada pelo T-Vírus. Ele trabalha para uma empresa chamada “Bioterrorism Security Assesment Alliance”, ou simplesmente BSAA. Inicialmente parece ser um trabalho bastante simples, mas no decorrer do jogo as coisas vão ficando realmente feias para o lado dos protagonistas.
Além de estar a trabalho, Chris tem algo que deseja pôr em panos limpos de uma vez por todas. E isso tem a ver com sua velha amiga Jill Valentine, que supostamente estava morta… mas não se preocupe, não vou dizer mais nada para não estragar a surpresa.

Um dos grandes marcos dos clássicos da franquia é a imensa solidão vivida pelos gamers (a não ser que ficar preso numa sala com alguns zumbis você chame de estar acompanhado). Resident Evil 5 quis inovar mais neste quesito: “nunca esteja sem um amigo”. Ou no caso, uma amiga.
Para a alegria de muitos, o protagonista ganha uma belíssima e eficiente companheira de trabalho. Ela se chama Sheva Alomar e essa, acredite, será de grande ajuda nos momentos de sufoco.

Jogabilidade
Quem jogou Resident Evil 4 muito provávelmente se adaptará rapidamente à jogabilidade deste jogo, que basicamente prioriza duas coisas: rapidez e boa visão.
A rapidez é totalmente essencial, tendo em vista que o título está bastante focado na ação intensa (e tensa). A boa visão também é essencial. Pelo menos eu, nos tempos em que Resident Evil tinha os gráficos em “2.5D”, sofria bastante para matar certos inimigos por ter uma visão do cenário bastante limitada. Mas enfim, a visão do Resident Evil 5 é em 3ª pessoa, porém deixando o personagem no canto esquerdo da tela.

Se em Resident Evil 4 tínhamos um inventário expandível, agora as coisas ficaram bem mais limitadas. Ao todo temos nove slots para guardarmos os itens (armas, munições, vida), um número que inicialmente parece suficiente, mas que no decorrer do jogo ficamos obrigados a deixar algum outro item para poder recolher o desejado.
Sheva realmente é uma mão na roda, pois ela sempre recolhe itens pelos cenários e compartilha com Chris. Mas claro que nem sempre o jogo nos deixa bem equipados, em certos momentos nós mesmos precisamos saber dividir as munições e armas entre os personagens para que nenhum passe por maus bocados.
Ah, outro pequeno detalhe: enquanto acessamos o inventário o jogo não é pausado. Então temos que nos apressar para escolher o item certo a ser usado, senão literalmente o bixo pega.

Há algumas coisas que chegam até a prejudicar o jogador, como por exemplo não poder andar e atirar ao mesmo tempo, ou ser obrigado a ficar parado para recarregar a arma.
Vale dizer que ao contrário da jogabilidade de Resident Evil 4 para os PCs, a desse novo jogo ficou realmente superior. Então não tire conclusões precipitadas sobre Resident Evil 5 quando o assunto é jogabilidade, pois ela cumpre muito bem o seu papel.

Áudio
A CAPCOM investiu também neste quesito que, pode não parecer, mas é indispénsável para a total imersão do jogador.
Desde os sons dos passos dos personagens, até a dublagem e gritos do zumbis descontrolados, todos estão muito convincentes e sincronizados.

As cuts scenes são muito bem feitas, mas perderiam o brilho caso a dublagem fosse de baixa qualidade. Isso não é o que acontece pois como dito, ela teve uma atenção especial por parte dos produtores. Nota-se que os dubladores fizeram um esforço para fazer um trabalho convincente, que fizesse até algumas falhas aqui e ali passarem despercebidas.

As músicas do jogo foram compostas Kota Suzuki, o mesmo que compôs para Onimusha 3 e o aclamado Devil May Cry 4.
Tem música para todos os momentos, desde algum momento tenso ao de ação interrupta. Tudo feito com qualidade garantida.

Gráficos
As texturas estão boas mas não chegam a parecer reais (como Crysis por exemplo). Só que ainda assim elas estão dignas de jogos para os consoles e computadores de última geração, não permitindo enxergar falhas grotestas. Claro, sempre há “aquela” textura embaçada, que poderia sim ter tido mais atenção dos produtores.
Por se passar na África, foi aplicado algum filtro que deixa o jogo com tons amarelados (inclusive tem patches não oficiais que retiram isso, deixando as cores originais). É um efeito de iluminação bonito, mas que tira bastante as cores reais dos objetos e que cansa os olhos após algum tempinho. Talvez se tivessem diminuído esse efeito seria melhor, afinal deixaria os gráficos mais semelhantes à realidade.

Os modelos dos personagens e zumbis estão ótimos, cada um com animações diferentes e traços únicos. Inclusive as roupas dos zumbis são bem-feitas, deixando a impressão que tiveram um cuidado parecido com todos os elementos do jogo.
Infelizmente não nota-se muitos objetos que se mexem no cenário, como as folhas nas árvores ou as roupas penduradas nos varais. Talvez isso seja detalhe se comparado à parte física em geral, pois o jogo deixa a desejar bastante e acaba impondo uma limitação bastante cruel às vezes.

Conclusão
Vale bastante a pena este jogo. Apesar da curta duração (11 horas pra um jogador não apressado), ainda tem momentos de batalha memorávais. A história ajuda a prender o jogador na frente da tela, e a ação garante que ele sequer pisque os olhos.
Também tem alguns extras capazes de divertir por mais algumas horas, além do divertido modo multiplayer.